quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Deficientes Visuais: Acesso virtual

 

   Quem é professor sempre gosta de diversificar o seu método de aprendizagem, e ultimamente, o que vem sendo imprescindível é o uso e exploração de alguma atividade com a utilização da informática. Mas como trabalhar com uma turma quando há aluno(s) portador(es) de necessidades visuais? O sistema DOSVOX foi desenvolvido diretamente para os deficientes visuais, pois a partir deste é possível ter acesso ao mundo virtual, e foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, situado no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza.
   Para utilizar o programa, o deficiente necessita ter: boa audição, pois ele é uma adaptação sonora das ações na máquina; conhecimento das teclas, pois se tornam atalhos para acessar a todos os arquivos, pastas e internet.
  São diversas as chaves que provocaram um sucesso extraordinário deste projeto, que hoje é utilizado por mais de 500 cegos de todo Brasil:
  • custo muito baixo - o sistema foi industrializado e hoje é vendido por menos de 100 dólares;
  • a tecnologia de produção é muito simples, e viável para as indústrias nacionais;
  • o sistema fala e lê em português;
  • o diálogo homem-máquina é feito de forma simples, removendo-se ao máximo os jargões do "computês";
  • o sistema obedece às restrições e características da maioria das pessoas cegas leigas;
  • o sistema utiliza padrões internacionais de computação, e assim, o DOSVOX pode ser lido e pode ler dados e textos gerados por programas e sistemas de uso comum em informática.
     A tela inicial do DOSVOX é basicamente a que se ilustra abaixo:


   A partir do DOSVOX e gradualmente, o conhecimento das funções do programa, é possível que este indivíduo tenha acesso a tudo normalmente, como qualquer outra criança comum. Cultura, Lazer, Esporte, Estudo à distância, e, principalmente, ler livros através de downloads de e-book pela internet, normalmente.
   O DOSVOX é apenas uma ferramenta, mas de grande importância e utilidade para todos que necessitam, e também um recurso para o professor que pretende administrar uma aula dinâmica e diferenciada, mas tem um aluno deficiente visual. A inclusão se encaixa perefeitamente neste ato.




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Trabalhando em sala de aula com aluno DV




   Inventar história com sequência lógica e narrá-la é um sonho para as crianças. Este trabalho em grupo envolve uma atividade diferente utilizando laboratório de informática do colégio, relevando a interdisciplinariedade, e faz a inclusão de crianças com deficiência visual.
   Ideal para alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, é uma maneira divertida de aprender que envolve: produção de texto, coordenação motora com o mouse, leitura, trabalho em grupo, inclusão e programa de áudio (informática). 
    Abaixo segue o passo a passo, recursos, objetivos e exemplos para realização da atividade na sua turma.



Passo a passo:

1-    A turma será dividida em grupos de 4 alunos, e a professora dará a cada um do grupo uma folhinha que iniciará um parágrafo com início de uma frase e eles deverão dar continuidade à história.



2-     Cada folhinha dessas será entregue a um aluno, e ele deverá continuar a história em até 6 linhas.

3-     Depois de pronto, a professora juntará os parágrafos da história e fará a devida correção.

4-     Logo em seguida fará a leitura da historinha de todos os grupos.

5-     Num outro momento, levará os alunos para o laboratório de Informática para cada um desenhar a sua parte da história, utilizando o paint. Poderá ser até 2 desenhos para representar.

6-     Todos os alunos, inclusive a aluna que tem deficiência visual (texto dela em braile) farão a gravação da historinha, cada um fazendo a do seu parágrafo.

7-     A professora juntará os desenhos à gravação montando a Historinha Contada dos alunos.

8-     A atividade poderá ser demonstrada em Reunião de Pais.


Materiais e Recursos: Folha de papel ofício para a escrita da história. No laboratório de Informática utilizar o programa Paintbrush, o gravador de voz, e o programa Windows Movie Maker, para produzir filminho da historinha com os desenhos feitos pelos alunos.


Objetivo: Trabalho em equipe, produção textual (a todos, inclusive a aluna com deficiência visual, que também fará sua parte em braile, e com a cooperação de algum amiguinho virá a traduzir como quer que seja seu desenho), coordenação motora (fazendo o desenho no paint), e leitura.




História Contada (exemplo)


A princesa minhoca

   Num reino distante, o rei Salomão morava no castelo com sua filha, a princesa Naná, que era uma menina muito sonhadora, vivia esperando na janela pela chegada de um príncipe encantado que ia vir no cavalo.
   Num belo dia, o príncipe Leo veio de muito longe porque naquele Reino havia uma princesa muito linda e pronta para casar.
    O rei Salomão mandou o príncipe entrar no castelo para conhecer sua filha Naná.
    Foi então que a Bruxonilda que sempre assombrava a pobre princesa entrou e a transformou numa minhoca.
    Logo que a Bruxonilda fez isso com a princesa, o rei gritou o guardião do castelo, o Dragonil para dar um jeito na bruxa, e ele soltou fogo, queimando a bruxa malvada.
    Mas o príncipe Leo era encantado, e deu um beijo na minhoca, transformando ela novamente em princesa.

   Leo estava tão apaixonado por aquela linda princesa que casou com ela nos arredores do castelo e viveram felizes para sempre!

Vídeo (exemplo):